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Arco e Flecha no Espírito Santo

Um pouco da memória
(por Antonio Augusto)

O desejo de estar sempre em movimento, participar de atividades esportivas e sociais que envolvam desafios pessoais, sempre foram características da minha personalidade. Dessa forma, mesmo que em faixa etárias não muito usuais, comecei e pratiquei esportes, os mais variados possíveis, tais como motociclismo, pesca submarina, alem daqueles que caracterizam a pratica corriqueira do povo brasileiro, passando pelo futebol, vôlei, tênis, frescobol, tiro com arma de fogo, até que no início de 1992 decidi que iria aprender atirar com arco e flecha.

Isto se justificava pelo fato de que sempre (desde os doze anos) atirava com carabina de ar comprimido e, depois, com armas de calibre maior, até que o custo de munição e as limitações legais ao porte de arma de fogo me fizeram perceber que somente conseguiria manter o exercício da arte de atirar se fosse com um arco.

Muito mal conhecia o esporte. Também não tinha noção de que material adquirir. Ainda assim, decididamente, inspirado em um catálogo da Cabella’s, encontrei uma referência de um arco da Browning (isto mesmo, o produtor de muito bem elaboradas armas de fogo) e numa viagem aos USA, em uma loja da Sport Authority, Kendall, Florida, fiz excitada compra de um arco composto, com punho de madeira e lâminas de fibra de vidro, curto no eixo a eixo, e de extremo peso (de puxada) para um indivíduo que mal sabia com empunha-lo. Na mesma época comprei flecha de alumínio, que pouco tempo depois fui notificado que mais se prestariam à caça que à competição “target”. Verdadeiros mísseis (Tomahawk) como foram identificados no meu primeiro torneio em Campinas-SP. Mas isto é assunto para mais a frente.

Chegando em Vitória, tratei de correr a todas as lojas de material esportivo e anunciar que me fosse informado de qualquer pessoa interessada na pratica do arco e flecha (não sabia sequer o nome correto do esporte).

Enquanto isso, parti para os meus treinos. Que triste memória: após a décima puxada no arco estava cansado à exaustão, e somente consegui faze-lo de novo depois de alguns exercícios específicos para o esporte. Diga-se de passagem que eu já não tinha um ombro esquerdo muito bom, em face de repetidas sub-luxações decorrentes de problemas constitucionais. Sentia algumas dores noturnas. Mas fui em frente...

Alguns dias depois, recebo um telefonema de tal de Jorge Fernando querendo falar sobre arco e flecha. Combinamos nos encontrar para tratar melhor do assunto e, dessa forma, fiquei sabendo que o Jorge, bom sujeito de Colatina, já vinha desde 1987 lutando para implantar o esporte no estado, tendo mesmo feito, em vários locais, particularmente, no Clube Álvares Cabral, demonstrações e um curso apoiado pela Máster Equipamentos, período em que foram vendidos no Espírito Santo mais de sessenta arcos da marca. A falta de material de reposição,freqüente por estas bandas, contribuiu para o desânimo da maior parte das pessoas que se envolveram na época. Ainda hoje surgem alguns daqueles me pedindo orientação para reparo de seu desusado material.

O fato é que,desse ponto em diante, se estabeleceu uma grande amizade e disposição de levar à frente todos os esforços de fazer o esporte se desenvolver.

O Jorge Fernando Monteiro, esse é o nome completo do moço, já acumulara uma razoável experiência com o esporte, tendo participado de torneios em São Paulo, onde fez grandes amigos (Mila, entre outros), colocou pressão e, um dia de agosto de 1992, estávamos em Campinas, SP, participando de uma etapa, não me lembro se seletiva pois tudo para mim era absoluta novidade, em um belo campo do Circulo Militar.

Aprendi muito nesse dia. Também conheci muita gente boa envolvida com o esporte. Lá estavam o Jorge, o Douglas, a Mila, o William (um espécie de técnico da CBTARCO), a Lia Diegues (excepcional pessoa e exímia arqueira). Também conheci, de passagem, o Marcio Sotto Maior (Juiz de Fora-MG) e sobre esse grande amigo muitas considerações farei oportunamente.

Uma das coisas que aprendi foi que o meu arco era “muito nervoso” para os conceitos da época. Isto queria dizer que era um arco muito curto na distancia eixo a eixo o que o tornava muito “sensível” o que significava que não era apropriado para o tipo de competição FITA outdoor e, muito menos, para alguém neófilo. Todos me recomendaram adquirir um arco mais longo alem de flechas apropriadas a tiro a longas distancias. Foi nesse torneio que meus tubos de flecha foram apelidados de mísseis e os “novos amigos” me gozavam dizendo que, após o disparo (de dedo), eu largava o arco e apanhava o tele-controle para fazer o míssel chegar ao alvo. Tudo “muito interessante” mas pude perceber, ali, um sincero interesse em ver que eu pudesse me desenvolver no esporte. A bem da verdade, mesmo tendo participado de vários esportes de competição, jamais encontrei entre eles o mesmo espírito de apoio mutuo, como observei durante o meu aprendizado do tiro com arco e flecha.

De volta a Vitória, tratamos de por em andamento alguns planos desenvolvidos durante a viagem. Entre eles estava fazer uma clínica de tiro. Naqueles dias em Campinas, convidamos o William e a Lia para virem a Vitória e, num sábado, fizemos acontecer o evento, academia de ginástica Hangar. Temos boas fotos para recordar aqueles momentos.

Muitos dos que ali estiveram não mais se apresentaram e, algum tempo depois, éramos apenas o Jorge Fernando e eu, a manter acessa a chama do esporte.

No ano seguinte (1993), comprei o meu primeiro arco conceitualmente apropriado para competição: um arco Hoyt Medalist, punho de liga de magnésio, lâminas de madeira, excêntricos tipo soft – wheel. Distância entre eixos: 48 polegadas, adquirido junto à Lancaster Archery Supply. Esta compra me faz lembrar de experiências inusitadas: primeiro, fiz a compra por fax e cartão de crédito; segundo, deixei o endereço de um hotel em Coconut Groove, Florida, onde passaria apenas 48h antes de voltar ao Brasil e, terceiro, faltava a natural credibilidade, herança nacional, no processo de comercialização empregado, de que, efetivamente, fosse encontrar no local referenciado o produto da minha compra. Não deu zebra. Lá estava o material completo, do “case à aljava”. Alegria, alegria. Podia voltar sem dor na cabeça e, agora, acreditando que havia muita coisa diferente em termos de seriedade para com um consumidor.

Naquele mesmo ano, participei do meu primeiro campeonato brasileiro, em Belo Horizonte, MG. Muito mais aprendizado. Muitos novos amigos e foram dessas novas amizades que surgiu a idéia de se criar o Espírito Santo uma federação. Tivemos grandes apoios verbais, inclusive do Sr. Vladimir, então presidente da Confederação, mas, em particular, daquele que julgamos o padrinho da FCTARCO, o Sr. Ronaldo Carvalho, que na época, e em várias outras oportunidades, era presidente da Federação Mineira de Arco e Flecha. O Ronaldo, assim como todos seus familiares diretos, se tornou um verdadeiro amigo, deu apoio integral ao nosso estabelecimento enquanto Federação, fornecendo o modelo de estatuto e regimento de Federação Mineira para que tomássemos como modelo para o nosso. Assim, nesse ano, em uma assembléia na casa do Jorge Fernando, foi criada a Federação Capixaba de Tiro com Arco.

A partir de 1994 passamos a freqüentar o campeonato mineiro de tiro com arco. Partíamos de ônibus as sextas feiras à noite e chegávamos em BH às 6h e íamos direto para o campo da Federação Mineira onde participávamos da etapa (um torneio FITA havendo um Round Olímpico a cada duas etapas).

Depois de algum tempo, o Jorge Fernando foi morar nos EUA e passei a fazer esta viagem sozinho, inicialmente de ônibus e, posteriormente, de carro. Foi um bom período na minha vida de arqueiro. Aprendi muito, conheci muito boa gente e fiz grandes amizades. Tudo que aprendia, repassava para os amigos arqueiros do ES. Na época, participavam frequentemente dos treinos o Paulo Pozatto, Jose Renato, Marcos Fernandes. Bons amigos até hoje e, lamentavelmente, um tanto afastados.

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